Juro alto, Dolar alto, Inflação alta = receita perfeita para uma crise.

 
Percebo um cenário preocupante na economia brasileira nesse final do ano de 2024.
Em tempos de pandemia, meados de 2020, 2021, tínhamos uma combinação de juros altos (infelizmente por um lado e felizmente por outro), pois o BACEN brasileiro foi um dos primeiros do mundo a subir a taxa básica de juros (SELIC) buscando conter a crescente inflação que já assolava várias economias do mundo, ao mesmo tempo que isso, tinhamos um dolar baixo (na casa dos R$ 3,00) em comparação a cotação atual (na casa dos R$ 6,00).

Em macroeconomia a relação entre esses dois fatores é determinante. Se hoje temos uma taxa de juros alta (e tendemos a aumentá-la ainda mais para frear a subida da inflação), o ideal é que haja uma entrada de investimento externo (em dolar), bem remunerado e alavancando o desevolvimento do país em detrimento do pagamento de juros pelo "empréstimo" do dinheiro. Se entra dolar, a cotação da moeda abaixa.
Lei da oferta e da demanda.

Sobre o assunto, quero ponderar...

Capitalismo, lei da oferta e da demanda, é questão básica em economia. É exatamente isso que está ocorrendo no Brasil, mas negativamente por falta de boa gestão do governo federal sobre os gastos públicos.
Estamos com uma SELIC alta (10,75% a.a.) e a cotação do dolar americano alta (casa dos R$ 6,00). Absurdo!
Se a SELIC está alta, por que não temos investimento externo que atraia dolar para o país?
Pois é...

Siga essa análise: é comum ler nos jornais especializados e respeitados no assunto que os investidores mundiais não tem onde colocar seu dinheiro. Eles querem investir. Se querem investir, onde colocar seu dinheiro? Por que não no Brasil? Vamos lá...
1ª Opção = as economias desenvolvidas, países desenvolvidos, com economias mais sólidas e caras, oferecem segurança mas não oferecem boa rentabilidade ao dinheiro investido.
2ª Opção = investir nas economias dos país tidos como emergentes, onde não há tanta segurança social, política e tributária, compensando-as com maior rentabilidade (juros).

Se é assim, onde investir? Qual opção? As economias emergentes no mundo atualmente são Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. O famoso BRICS, cuja presidente é ninguém menos do que Dilma Rousseff. "Exímia" em pedaladas fiscais, ajustes contábeis. Tirando isso, vejamos esses países... Rússia é a Rússia de sempre, obscura, cercada pelo socialismo, economia fechada, ditadura. A Índia mostra-se em franco desenvolvimento, possui muita gente para consumir, muitos intelectuais, mas peca na infra-estrutura e política. China, outra socilista que agora é capitalista, mas com socialismo de um partido só, gigantesca mas gerida com mão de ferro pelo Partido Comunista. A África do Sul que veio mas não veio, não promove as mudanças necessárias internamente. Sobra quem? O Brasil. O Brasil vence a parada por W.O.!!!! Por não ter concorrentes!!! Mas perde pra si mesmo!!! Não temos eficiência, mas somos experts no histórico de corrupção, desorganização tributária, Custo-Brasil pesado e falta de confiança empresarial. Danou-se.

Está aí a razão do dolar estar tão alto. O investidor não coloca seu dinheiro aqui. Temos pouco dolar, então, dolar alto. Isso, mesmo com a maior taxa básica de juros real do mundo!!! Mesmo assim, o extrangeiro não coloca seu dinheiro aqui. Falta confiança. O governo federal não administra bem nosso próprio dinheiro, não gasta pouco nem bem nosso dinheiro. Pelo contrário. Assim, afujenta os investidores.

O que deveria estar sendo feito era se estruturar, se preparar, investir na base, gastar menos e de forma eficiente, para suportar os efeitos das crises. Sem dinheiro, como desenvolver, investir em nosso saneamento básico, em nossa infraestrutura rodo-ferroviária, em nossos portos, no ensino/segurança/saúde pública, sem investimento externo - se não temos e não podemos imprimir/fazer dinheiro próprio para fazer todo o dever de casa, por causa da inflação?

Não tem jeito... E convenhamos, crises vão e vem. É cíclico. Elas vem!!!

Ao longo da história da humanidade, as economias têm sido marcadas por ciclos de expansão e contração, fenômenos conhecidos como oscilações econômicas. Desde os tempos antigos até a contemporaneidade, essas flutuações refletem uma série de fatores que incluem mudanças tecnológicas, políticas econômicas, guerras, e até mesmo a interação entre economias de diferentes países. Neste contexto, surge uma questão: e se estivermos caminhando para uma nova crise econômica de grandes proporções?

O mundo vive em um cenário de incertezas econômicas. Infelizmente no Brasil não é diferente. O governo não governa com parcimônia nos gastos públicos. Diversos fatores sugerem que estamos vivendo um período de instabilidade - caminhando para o fundo do mar com nosso "Titanic" a deriva. São muitos fatores a considerar e dentre eles posso citar: o surgimento de novas tecnologias, a crescente interdependência das economias globais e os desafios sociais e ambientais podem influenciar profundamente os ciclos econômicos. Inflação e taxas de juros elevadas, desigualdade e instabilidade social, mudanças climáticas e geopolítica, transformações tecnológicas e o futuro do trabalho, enfim riscos sistêmicos no sistema financeiro.

O deveria estar sendo feito para reverter a situação? Além dos políticos pararem com suas infindáveis narrativas, onde cada um, cada lado defende ter a razão absoluta, deveriam trabalhar em sincronizadamente fazendo exatamente o contrário do que citei acima. Deveríam investir em sustentabilidade (em várias áreas), mudança definitiva da matriz energética do mundo, abandonando de vez os combustíveis fósseis, investindo em infra-estrutura moderna capaz de oferecer eficiência e proteção contra os desastres naturais, que tendem a se agravar no curto e médio prazo, equalização entre a aplicabilidade da I.A. e o trabalho humano, colocar fim nas guerras e por aí vai.

A economia mundial em 2025 e 2026 deverá ser caracterizada por um crescimento mais moderado, com vários desafios estruturais. A recuperação pós-pandemia estará em andamento, mas de forma desigual, com economias desenvolvidas provavelmente se estabilizando, enquanto países em desenvolvimento podem continuar enfrentando dificuldades. O impacto das tensões geopolíticas, como os conflitos envolvendo a Ucrânia, Taiwan, Venezuela, o Mercado Europeu cada vez mais fechado, as relações entre as potências globais, tudo continuará a gerar incertezas, assim como o risco das mudanças climáticas.

Então é isso... Um crescimento econômico moderado é esperado para 2025 e 2026, e o Brasil mais uma vez vai perdendo o bonde na história. Mais um bonde perdido dentre tantos outros ao longo de sua história. Resta-nos observar, estudar, criticar e ponderar.

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