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Mostrando postagens de 2024

Definitivamente, o Brasil conhecido não tem jeito.

O ano de 2024 se encerra hoje e meu sentimento após refletir sobre o ano e a história do país, é que o Brasil "não tem jeito". O Brasil, do jeito que é, não tem jeito. Não há esperança de que dê certo, do jeito em que as coisas estão. Eu gostaria que o Brasil fosse diferente. Gostaria que o país aproveitasse melhor seu potencial, suas reservas minerais, cobrasse caro pelo nióbio, grafeno, ferro, e tantos outros minerais abundantes em nosso subsolo. Que explorasse mais eficientemente nosso petróleo, vento, luz solar. Energia. Que houvesse menos corrupção, que o ensino fosse de melhor qualidade. Eu gostaria que as famílias aqui valorizassem mais os princípios que norteiam bem a vida das pessoas - tão conhecidos já pela história. Sobre isso quero ponderar. É claro que o Brasil possui virtudes. Seu povo em sua imensa maioria, apesar de ser tão cru, tão ignorante, possui virtudes. Mas os pontos que pretendo demonstrar adiante, provam que não tem jeito.  Não se trata de pessimismo ...

Sucessor inteligente aprende com os mais experientes.

Suceder em empresa familiar não é uma tarefa fácil. A personalidade de cada pessoa envolvida, vontade própria e diversa, talento, formação, enfim, são muitas e muitas questões que envolvem o processo. Fato! São muitas dores latentes ou dormentes, de todos os lados. Em minha posição, há que se considerar todas elas. Mas tenho certeza de que no Brasil isso fica ainda mais difícil. Os donos, patriarcas das empresas, tem experiência, conheceram as dores do começo, do meio e estão vivendo-as no final de sua era. Eles tem muito o que ensinar. Sobre isso eu quero ponderar... Sucessão e Brasil, que mistura complexa. Não bastasse toda a complexidade interna das famílias, há que se considerar fortemente as complexidades de um país cuja insegurança jurídica, improdutividade, gambiarra fiscal/tributária e trabalhista, câmbio alucinante, juros extratosféricos, custos, cultura... Ufa...  E tudo isso sem falar no capital de giro que, na maioria das vezes é captado extra-muro das empresas em insti...

O brasileiro precisa ser mais bairrista.

Barulho... É só o que vejo nessa narrativa toda da Danone, Carrefour, Tereos, enfim da França sobre a compra de produtos do agro brasileiro. Afinal, toda a exportação brasileira para o mercado francês não representa nem 1% no total exportado por nós. Sobre isso, quero ponderar. Para começar, vejamos a representatividade aproximada dos compradores de nossas exportações. Em primeiro lugar, China com aproximadamente US$ 88 bilhões (31%), em segundo Estados Unidos, com aproximadamente US$ 31 bilhões (11%), em terceiro Argentina, com aproximadamente US$ 12 bilhões (4%), em quarto lugar os Países Baixos (Holanda), com US$ 9 bilhões (3%), em quinto Chile, com aproximadamente US$ 7 bilhões (3%), sexto Singapura, com aproximadamente US$ 6 bilhões (2%), sétimo México, como aproximadamente US$ 6 bilhões (2%), oitavo Coreia do Sul, com aproximadamente US$ 6 bilhões (2%), Japão em nono, com aproximadamente US$ 6 bilhões (2%), em décimo lugar a Espanha, com aproximadamente US$ 5 bilhões (2%), e por ...

Juro alto, Dolar alto, Inflação alta = receita perfeita para uma crise.

  Percebo um cenário preocupante na economia brasileira nesse final do ano de 2024. Em tempos de pandemia, meados de 2020, 2021, tínhamos uma combinação de juros altos (infelizmente por um lado e felizmente por outro), pois o BACEN brasileiro foi um dos primeiros do mundo a subir a taxa básica de juros (SELIC) buscando conter a crescente inflação que já assolava várias economias do mundo, ao mesmo tempo que isso, tinhamos um dolar baixo  (na casa dos R$ 3,00)  em comparação a cotação atual (na casa dos R$ 6,00). Em macroeconomia a relação entre esses dois fatores é determinante. Se hoje temos uma taxa de juros alta (e tendemos a aumentá-la ainda mais para frear a subida da inflação), o ideal é que haja uma entrada de investimento externo (em dolar), bem remunerado e alavancando o desevolvimento do país em detrimento do pagamento de juros pelo "empréstimo" do dinheiro. Se entra dolar, a cotação da moeda abaixa. Lei da oferta e da demanda. Sobre o assunto, quero ponderar......

Alô cinema: os vilões não são heróis.

Nos últimos anos, o cinema tem experimentado uma revolução que vai além da simples inclusão de novas identidades e perspectivas. Percebe-se um movimento crescente de subversão de papéis tradicionais, em que vilões se tornam os protagonistas e as narrativas de heróis ganham novas nuances, está ganhando destaque. Sobre isso eu gostaria de ponderar... Uma das manifestações mais notáveis dessa transformação é a troca de heróis masculinos por mulheres e heróis brancos por personagens negros. Essa mudança não só altera a dinâmica de poder dentro das histórias, mas também abre portas para uma reflexão profunda sobre representatividade e a construção de identidades no imaginário coletivo.   Historicamente, os vilões no cinema, especialmente os de franquias de super-heróis, foram frequentemente caricaturas malignas, distantes de qualquer justificativa moral. No entanto, a ascensão de filmes que exploram os vilões de forma mais complexa — mostrando suas motivações e traumas — tem sido um ref...

Direita ou Esquerda na política: não nos iludamos.

A dicotomia entre direita e esquerda na política é uma construção histórica (interesseira) que remonta à Revolução Francesa, onde os grupos se posicionavam em função de suas ideologias e interesses. Hoje, essa divisão ainda permeia os debates políticos, mas é importante reconhecer que não existe (na teoria) lado "bom" ou "ruim", mas sim visões de mundo distintas que refletem prioridades e valores diferentes. Na prática, essas visões de mundo distintas concretizam-se em resultados bem distintos também. Tradicionalmente, a esquerda usa a narrativa sobre ideais de igualdade, justiça social e intervenção estatal na economia. Os defensores dessa perspectiva geralmente buscam promover políticas que usam o argumento de minimizar as desigualdades sociais, como a redistribuição de renda, o acesso universal à saúde e à educação e a proteção dos direitos das minorias. O que em regra não é necessariamente o objetivo final. A esquerda tende a valorizar o papel do Estado como a...

Ditaduras? Nenhuma delas!

Seja ela de esquerda ou de direita, ditadura, estou fora! Existem várias razões pelas quais as pessoas e sociedades não devem mesmo gostar de ditaduras. A resistência a regimes ditatoriais deveria ser unânime e incondicional. Mas não é. Geralmente esses regimes se baseiam em princípios de direitos humanos, justiça social e democracia para justificar o injustificável. São justamente os argumentos de todos seres humanos devem usar para intolerar esses regimes intoleráveis Sobre esse tema, quero ponderar... Vamos pensar juntos... Vejamos algumas razões detalhadas para não apoiar ditaduras: As ditaduras frequentemente limitam a liberdade de imprensa e reprimem qualquer forma de dissidência ou crítica ao governo. Isso reduz a capacidade dos cidadãos de se expressar livremente e de acessar informações críticas e variadas.  A ausência de eleições livres e justas e a supressão de partidos de oposição significam que os cidadãos não têm a oportunidade de participar efetivamente na governança...

Segregação profissional e movimentos feministas: buscando o equilíbrio e a troca de experiências

Será mesmo que o melhor caminho para equilibrar as conquistas entre homens e mulheres, é mesmo a criação de grupos de mulheres, instituições específicas para "elas", etc? Não seria o caso de estimular todos, para o desenvolvimento profissional voltado para conquistas iguais? Sobre o tema, quero ponderar... A segregação profissional, muitas vezes exacerbada por movimentos feministas, tem se tornado frequente e é esse um tema complexo, controverso no debate contemporâneo sobre igualdade de gênero. Este fenômeno ocorre quando homens e mulheres são direcionados para diferentes áreas de atuação e profissões, baseados em estereótipos de gênero e expectativas sociais históricas. E há quem lucre com esse "direcionamento". Não nos enganemos. No entanto, ao invés de criar uma separação que pode limitar o potencial de ambos os sexos, o ideal seria fomentar uma abordagem que privilegie a troca de experiências e a colaboração entre homens e mulheres. Historicamente, os movimento...

Conselho de Administração é órgão estratégico.

O Conselho de Administração é um dos pilares da governança corporativa, desempenhando um papel crucial na definição das diretrizes e na supervisão das estratégias de uma empresa. No entanto, muitas organizações, incluindo empresas familiares, cometem o erro de usar o conselho predominantemente para assuntos operacionais, em vez de capitalizar sobre seu potencial estratégico. Este artigo examina as virtudes e os erros associados a essa prática, destacando como a má alocação das funções do conselho pode impactar negativamente o sucesso e a sustentabilidade da empresa. Sobre esse tema eu pondero... Em primeiro lugar, quando o Conselho de Administração é focado em questões estratégicas, ele pode oferecer uma perspectiva de longo prazo essencial para o crescimento e a sustentabilidade da empresa. Com membros experientes e externos, o conselho pode identificar oportunidades e ameaças que não são evidentes para os gestores operacionais. A visão estratégica ajuda a empresa a se adaptar às mud...

Executivos competentes desperdiçados nas corporações

Em muitas empresas familiares, a presença de um executivo competente no conselho administrativo pode oferecer uma vasta gama de benefícios. No entanto, por diversos motivos, sócios de empresas nem sempre aproveitam essas contribuições de forma plena. Sobre o tema, eu pondero... A seguir, vejamos algumas das principais contribuições que um executivo competente pode trazer e como elas podem ser negligenciadas pelos sócios. 1. Visão Estratégica e Inovação Contribuição : Um executivo competente traz uma visão estratégica moderna e inovadora para a mesa, ajudando a identificar novas oportunidades e a desenvolver estratégias que podem posicionar a empresa para o futuro. É um olhar mais técnico, menos emocional, menos parcial sobre o planejamento. Não Aproveitada : Os sócios podem estar tão imersos na operação diária e nas tradições da empresa que resistem a mudanças ou novas ideias. Eles podem considerar a visão do executivo como desnecessária ou conflitante com as práticas estabelecidas. 2....

Conhecer todo o negócio não é determinante, mas é fundamental para o sucesso.

 Você vai assumir um cargo ou a empresa inteira, a qual um patriarca gerenciou a vida toda. E agora? Imagine-se nessa situação hoje. Sobre o tema, eu gostaria de ponderar...      O competitivo mundo dos negócios é voraz. Sua atitude frente aos riscos é determinante e mais, os riscos aparecem diante de você o tempo todo. A habilidade de um empresário transitar por todas as áreas da empresa e conhecer profundamente seu produto é uma vantagem estratégica crucial. Isso é determinante? Não. Mas entender, saber falar sobre, questionar e entender as respostas que são dadas pelos responsáveis de cada área, faz toda a diferença no processo de liderar um negócio.      Mesmo que esse conhecimento seja superficial em algumas áreas e mais profundo em alguma outra, ele proporciona uma visão holística que é essencial para a tomada de decisões informadas e eficazes.      Este artigo explora a importância desse conhecimento abrangente e como ele pod...

As partes na sucessão das famílias empresárias

A continuidade de empresas familiares é um tema de grande relevância no cenário econômico global.  Sobre o tema, eu gostaria de ponderar... Esses negócios representam uma parcela significativa da economia e são frequentemente a espinha dorsal de muitas comunidades. Contudo, a transição de uma geração para outra é um processo complexo, que requer um planejamento cuidadoso e uma preparação meticulosa dos sucessores. Este artigo discute a importância da formação dos sucessores e do interesse dos patriarcas na perpetuação das empresas familiares, destacando os desafios e as estratégias para uma transição bem-sucedida. O Papel do Patriarca no Negócio Familiar O patriarca, ou líder da geração atual, desempenha um papel crucial na gestão e na perpetuação do negócio familiar. Seu interesse e comprometimento são essenciais para garantir uma transição suave e eficiente. Esse interesse pode ser expresso de várias maneiras: Mentoria e Orientação : O patriarca deve assumir o papel de mentor, tr...

Uma ponderação sobre a família

Olá. No perfil do Instragram @tradicao.catolica , o atual papa fala sobre a família. O que é a família. Ele é direto. A publicação pode ser assistida no link: https://www.instagram.com/reel/C5hZojZN1-w/?utm_source=ig_web_copy_link Sobre o tema, gostaria de ponderar... Família... Cachorro, gato, galinha... Janta junto todo dia...  O tema poderia render muitas análises, mas eu gostaria de ater-me à fala do papa. Hoje em dia "tudo é possível", "o que importa é ser feliz", "está tudo bem", "está tudo certo", "cada um faz suas escolhas e ninguém tem razão de nada, porque os desejos são subjetivos e ninguém tem que dar satisfação a ninguém", etc. As dificuldades não tem que ser enfrentadas... As pessoas não tem que sofrer em função de suas fraquezas, escolhas, dificuldades. Elas tem que ser felizes. É pet no lugar de filhos, é homossexualismo no lugar do heterossexualismo, é viver solteiro pra não ter que aguentar nenhuma chatice de ninguém, ...