Quando o patriarca não quer ouvir: o preço da "surdez corporativa" nas empresas familiares
É comum encontrar em empresas familiares, o patriarca - geralmente o fundador, ou alguém que é o líder atual - com coragem, visão, capacidade empreendedora admirável, muito trabalho, porém com perfil de personalidade forte, centralizador, se tornar um risco silencioso, à medida que a empresa cresce e enfrenta novos desafios. Quando o patriarca não quer ouvir “não”, seja de conselheiros, de consultores, ou mesmo da próxima geração, o negócio passa a caminhar sobre um terreno muito perigoso para o negócio. Sobre isso, quero ponderar... Nem todo fundador se encaixa nesse perfil, felizmente. Mas não é difícil encontrar aqueles que compartilham características como: - Autonomia absoluta na tomada de decisões; - Resistência e desconfiança à opinião de terceiros, profissionais externos; - Dificuldade em aceitar críticas, ou até mesmo sugestões de mudanças; - Apego emocional à empresa e às suas atuações no trabalho; - Crença de que “ninguém conhece o negócio como eu”;...