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Mostrando postagens de novembro, 2024

O brasileiro precisa ser mais bairrista.

Barulho... É só o que vejo nessa narrativa toda da Danone, Carrefour, Tereos, enfim da França sobre a compra de produtos do agro brasileiro. Afinal, toda a exportação brasileira para o mercado francês não representa nem 1% no total exportado por nós. Sobre isso, quero ponderar. Para começar, vejamos a representatividade aproximada dos compradores de nossas exportações. Em primeiro lugar, China com aproximadamente US$ 88 bilhões (31%), em segundo Estados Unidos, com aproximadamente US$ 31 bilhões (11%), em terceiro Argentina, com aproximadamente US$ 12 bilhões (4%), em quarto lugar os Países Baixos (Holanda), com US$ 9 bilhões (3%), em quinto Chile, com aproximadamente US$ 7 bilhões (3%), sexto Singapura, com aproximadamente US$ 6 bilhões (2%), sétimo México, como aproximadamente US$ 6 bilhões (2%), oitavo Coreia do Sul, com aproximadamente US$ 6 bilhões (2%), Japão em nono, com aproximadamente US$ 6 bilhões (2%), em décimo lugar a Espanha, com aproximadamente US$ 5 bilhões (2%), e por ...

Juro alto, Dolar alto, Inflação alta = receita perfeita para uma crise.

  Percebo um cenário preocupante na economia brasileira nesse final do ano de 2024. Em tempos de pandemia, meados de 2020, 2021, tínhamos uma combinação de juros altos (infelizmente por um lado e felizmente por outro), pois o BACEN brasileiro foi um dos primeiros do mundo a subir a taxa básica de juros (SELIC) buscando conter a crescente inflação que já assolava várias economias do mundo, ao mesmo tempo que isso, tinhamos um dolar baixo  (na casa dos R$ 3,00)  em comparação a cotação atual (na casa dos R$ 6,00). Em macroeconomia a relação entre esses dois fatores é determinante. Se hoje temos uma taxa de juros alta (e tendemos a aumentá-la ainda mais para frear a subida da inflação), o ideal é que haja uma entrada de investimento externo (em dolar), bem remunerado e alavancando o desevolvimento do país em detrimento do pagamento de juros pelo "empréstimo" do dinheiro. Se entra dolar, a cotação da moeda abaixa. Lei da oferta e da demanda. Sobre o assunto, quero ponderar......

Alô cinema: os vilões não são heróis.

Nos últimos anos, o cinema tem experimentado uma revolução que vai além da simples inclusão de novas identidades e perspectivas. Percebe-se um movimento crescente de subversão de papéis tradicionais, em que vilões se tornam os protagonistas e as narrativas de heróis ganham novas nuances, está ganhando destaque. Sobre isso eu gostaria de ponderar... Uma das manifestações mais notáveis dessa transformação é a troca de heróis masculinos por mulheres e heróis brancos por personagens negros. Essa mudança não só altera a dinâmica de poder dentro das histórias, mas também abre portas para uma reflexão profunda sobre representatividade e a construção de identidades no imaginário coletivo.   Historicamente, os vilões no cinema, especialmente os de franquias de super-heróis, foram frequentemente caricaturas malignas, distantes de qualquer justificativa moral. No entanto, a ascensão de filmes que exploram os vilões de forma mais complexa — mostrando suas motivações e traumas — tem sido um ref...

Direita ou Esquerda na política: não nos iludamos.

A dicotomia entre direita e esquerda na política é uma construção histórica (interesseira) que remonta à Revolução Francesa, onde os grupos se posicionavam em função de suas ideologias e interesses. Hoje, essa divisão ainda permeia os debates políticos, mas é importante reconhecer que não existe (na teoria) lado "bom" ou "ruim", mas sim visões de mundo distintas que refletem prioridades e valores diferentes. Na prática, essas visões de mundo distintas concretizam-se em resultados bem distintos também. Tradicionalmente, a esquerda usa a narrativa sobre ideais de igualdade, justiça social e intervenção estatal na economia. Os defensores dessa perspectiva geralmente buscam promover políticas que usam o argumento de minimizar as desigualdades sociais, como a redistribuição de renda, o acesso universal à saúde e à educação e a proteção dos direitos das minorias. O que em regra não é necessariamente o objetivo final. A esquerda tende a valorizar o papel do Estado como a...