Brasil de 2025. Que país é esse?...
O Brasil tem sua história marcada por crises de várias espécies, desde seu descobrimento, e atualmente não está diferente. A atual gestão do governo federal leva o país para o que pode ser a pior de todas as crises econômicas, políticas, administrativas, culturais e fiscais.
Sobre isso, quero ponderar...
Com uma máquina pública sempre inchada em todas as esferas (federal, estadual e municipal), abarrotada com cargos comissionados ocupados em sua imensa maioria pelo nepotismo através de gerações, com pessoas ineficientes, imperítas e negligentes, quantidade de órgãos/instituições desnecessários, despesas públicas muito acima do nível ideal frente as receitas alferidas (déficit primário), o Brasil caminha sim para uma crise sem precedentes em sua história.
Para piorar, essa realidade econômica atual atrelada ao investimento massivo na desconstrução de nossa cultura popular - que já era pobre, o Brasil caminha a passos largos para se tornar uma nação irrelevante no mundo. Por nossa riqueza natural, serviremos mais do que nunca para fornecer alimentos (animal e vegetal), madeira e minéiro para o mundo - aqui leia-se basicamente água doce, pedras preciosas, petróleo, nióbio, grafeno e Tório (terras raras).
É triste e preocupante. O mundo que atualmente vive a maior reorganização geopolítica desde a 2ª guerra mundial, não é mais um lugar polarizado com denominações como Ocidente e Oriente, EUA e URSS (Rússia), Direita e Esquerda, e por aí vai. O mundo tem novos protagonistas ("players") como China, Europa, Oriente Médio. Por várias décadas o Brasil teve a chance de aparecer como um dos maiores do mundo, com tamanho continental, economia de mercado gigante, IDH alto, mas "perdeu o bonde da história". Coincidentemente ou não, na grande maioria dos anos dessas últimas décadas, o Brasil foi governado por governos esquerdistas, falaciosos, ludibriadores, os quais se relacionaram com regimes autoritários e rompendo laços importantes com as ideologias ocidentais e desenvolvimentistas.
É mais que política. A questão é ideológica. Nos últimos 30 anos, a maior parte dos presidentes que governaram o Brasil disseram que seus valores não são alinhados com a segurança jurídica, com os valores familiares, princípios cristãos, com a estabilidade econômica, em relação ao modelo de funcionamento do capital mundial e ao estilo de vida ocidental. O princípio da previsibilidade que qualquer parceiro deseja ver e ser correspondido, não é considerado pela ideologia governamental atual do Brasil.
Governado por um partido político alinhado ao Foro de São Paulo, à cultura política peronista, envolto em crimes dos mais diversos, incluindo escândalos de corrupção com membros (inclusive o presidente da república) denunciados, condenados e presos por esse motivo, com comprovações de corrupção em praticamente todos os órgãos do governo, não dá para tapar os olhos para a realidade e o futuro que se avisinha. Um grupo que faz política com uma estratégia duvidosa para o benefício do bem público. O governo atual já instrumentalizou o país, passando pelo Congresso Nacional, judiciário, sindicatos, política social assistencialista para metade do povo, ou seja, a situação política tem tudo para dar uma gigantesca longevidade ao seu mandato... Na minha opinião, a esquerda não perde as eleições majoritárias nos próximos 30 anos.
Ganha a última eleição afirmando alinhamento com China, Venezuela, Argentina peronista, Cuba, Guatemala, Corea do Norte, se afirma ao lado de Rússia contra a Ucrania, manifesta abertamente apoio à "esquerda" estadunidense. Agora, em 2025, após ser classificado como párea aos EUA em sua política, ideologia e economia, sofre sansões das mais diversas e culpa todo seu insucesso ao governo anterior que, dentre os últimos 30 anos de história somente governo por 4 anos, sendo 3 deles sob uma pandemia que destruíu a economia de praticamente o mundo todo. Será possível? É coerente?
Como já usaram em campanha política, #eutenhomedo ...
Atrelado a tudo isso, vemos um ministro de Estado ou ministro de suprema corte tomar decisões unilaterais e ilegais, e o pior, seus pares não o coíbem dentro da legalidade que os fundamenta. Isso gera repercussões negativas não são somente internas e sim diplomáticas globais.
Rompeu-se a confiança do Estado de Direito.
O Brasil é visto hoje como um lugar instável em todos os sentidos. O poder é concentrado em "poucas mãos", em poucos sobrenomes, desde a Proclamação da República e isso não torna o país mais igualitário. Pelo contrário. Percebemos uma oligarquia pactuada.
É preciso acordar para o fato de que investidores seguem a base da credibilidade, da segurança jurídica, da rentabilidade e da coerência diplomática para colocar seu patrimônio. A fórmula política e econômica brasileira atual é o inverso disso tudo. Temos que atrair investimentos, das diversas maneiras e origens possíveis. Isso faz parte da economia de mercado. Não ocorrendo isso, o resultado é simples: desconto de risco permanente, fuga de capital, perda da relevancia estratégica, e por fim, queda dos níveis de qualidade de vida de seu povo.
Com o exposto acima, o Brasil é repressificado pelos países investidores. Repressificado para baixo. A conta será cara.
Aos conservadores, prevenidos que podem se proteger de tamanha loucura, que busquem saídas frente ao Real, a títulos do governo brasileiro, ao DREX. Dolarizar o capital próprio, investir em ouro, internacionalizar o dinheiro, são recomendações básicas para momentos assim. Ao cidadão comum, pagador de impostos e trabalhador, não há muito mais tecnicamente o que fazer.
E você, o que fará? Trabalhará, gerará riqueza, acumulará bens, pagará impostos, e deixará seu patrimônio para ser gerido pelo grupo político com todo esse espectro medonho?
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Agradeço educação e sinceridade.